Os impactos do PCV2 e a importância de um desinfetante eficaz nos protocolos de biosseguridade
O Circovírus suíno (PCV2) é um dos patógenos mais importantes na suinocultura, causando perdas econômicas devido a elevada mortalidade, atraso na produção e está associado a diversas enfermidades. De origem multifatorial, a Circovirose é causada por um agente imunossupressor, os animais acometidos se tornam mais vulneráveis a outros agentes de doenças respiratórias e entéricas, sendo a síndrome multissistêmica do definhamento (SMD) uma das manifestações clínicas mais prevalescentes e severas da infecção pelo PCV2.
Diagnosticada no Brasil em 1999, a Circovirose foi rapidamente observada em todas as áreas de produção intensiva de suínos, sendo a infecção por PCV2 hoje endêmica na suinocultura tecnificada.
O circovírus suíno, de tipo não envelopado, é muito resistente às condições ambientais e à algumas químicas desinfetantes. Portanto, o contato direto ou indireto com suínos infectados, instalações, equipamentos, pessoal contaminado e fômites também podem transmitir o agente. Deve-se sempre observar as concentrações e tempos de contato necessários para cada desinfetante eficaz, a fim de obter os resultados desejados.
Por se tratar de um vírus resistente, é fundamental implementar medidas de biosseguridade eficazes nas granjas para reduzir a carga de agentes causadores de doenças nas instalações, associando-as a medidas de manejo com correção de fatores de risco, protocolos de vacinação adequados, controle de infecções concomitantes, pesquisas sobre o PCV2 e genótipo prevalente, entre outras.
O uso de desinfetantes eficazes com práticas de biosseguridade adequadas é um passo importante no controle desta enfermidade.
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