O PIB per capita é um fator determinante no consumo de carne suína na América Latina?
O consumo de carne suína em vários países da região não responde da mesma forma ao nível de renda da população.
O consumo de carne suína em vários países da região não responde da mesma forma ao nível de renda da população.
Neste ano, os mercados de milho e soja vivem uma situação que fez com que seus preços voltassem a atingir máximas históricas, sendo o conflito entre Rússia e Ucrânia um dos fatores que mais influenciaram a tendência de alta dos preços.
Globalmente, a China continua se destacando como principal consumidor de carne suína, enquanto na América Latina, o México ocupou a primeira posição com aproximadamente 23 kg/hab.
Em 2022, evidenciou-se um maior posicionamento da carne suína no consumo das famílias e a tendência de maior participação da produção nacional nos mercados internos.
A volatilidade é inerente a todas as commodities, ainda mais às agrícolas, que a evolução dos preços está sujeita a mudanças por qualquer externalidade ou situação de mercado.
Nos últimos anos, as novas disposições sobre bem-estar animal nas granjas de suínos avançaram de forma constante nos principais mercados mundiais, daí a importância de antecipar as possíveis consequências que nossa região pode enfrentar.
A nossa região descreveu diferentes taxas de crescimento entre os países líderes em 2023, refletindo comportamentos cíclicos típicos de qualquer atividade econômica.
Como é habitual nos primeiros meses do ano, elaboramos estimativas de consumo per capita de carne suína. Para esta nova publicação fomos um pouco além, tentando projetar qual seria o consumo para 2030.
Um leve aumento em apenas um indicador representa um aumento significativo na produção agregada. Nesse sentido, se nos aprofundarmos nas variáveis que são incorporadas no benchmarking da suinocultura, encontraremos um amplo leque de possibilidades de melhoria.
Em 2024, a suinocultura latino-americana continuou a demonstrar um desempenho notável, reafirmando o seu potencial, resiliência e capacidade de adaptação aos desafios do setor, num ambiente de mercado complexo. No entanto, dadas as atuais circunstâncias geopolíticas, espera-se que em 2025 haja uma reconfiguração dos fluxos comerciais internacionais de carne suína na nossa região, derivada da retaliação contra a imposição de tarifas pelos Estados Unidos.
No último dia 6 de dezembro de 2024, foi firmado o acordo final de associação entre a União Europeia (UE) e o MERCOSUL. Esse acordo é considerado histórico, dada sua magnitude, pois cria um mercado de bens e serviços com cerca de 800 milhões de consumidores e representa um quarto do PIB mundial.